A alegria e a santificação da maternidade

A alegria e a santificação da maternidade

Maternidade é um assunto vasto com muitas e diferentes interpretações de como uma mãe deve se parecer e agir. Maternidade não é algo que eu sonhei antes de ser mãe, na verdade eu sabia muito pouco sobre o valor disso.

A maior parte dos meus 20 anos foi gasto julgando mães que pareciam ter sumido da sociedade e que aparentavam cansadas o tempo todo. Se eu não as visse em alguma função, elas estavam no fim da sala segurando alguma criança, fora de nossa vista ou do radar de ‘pessoas valiosas’. Vamos apenas dizer que eu estava sem noção e perto da surpresa da minha vida.

Quando Dwayne e eu nos casamos, aos 22 anos, nós decidimos que iríamos esperar 5 anos antes de ter filhos. Eu sou tão agradecida por nossa decisão. Foi uma temporada muito divertida de conhecer um ao outro e construir um fundamento sólido na qual poderíamos colocar nossos filhos. Nós viajamos muito, fizemos coisas juntos e fundimos nossos valores como o ‘dois se tornando um’. Esperar foi um bom encaixe para nossa personalidade e casamento.

O tempo chegou para nós, para começarmos uma família e eu estava assustada e animada com a expectativa de ser uma mãe. Meu relacionamento com minha mãe tinha sido complicado por muito tempo e tinha se tornado ainda mais difícil quando meus pais decidiram se divorciar, no mesmo tempo que eu e Dwayne nos casamos. Como resultado, eu estava perguntando coisas ao Senhor sobre maternidade. No passado eu tinha visto mães que pareciam como se sua única identidade estavam em suas crianças e outras que pareciam que suas crianças tinham um pouco de perturbação e que haviam se tornado encargos para suas vidas.

Eu não gosto de nenhuma dessas opiniões. Eu tentei arduamente apagar todas essas regras que pareciam não escritas, mas esperadas. Eu tentei reduzir a maternidade para uma mulher que tinha um bebê. Eu imaginei que eu poderia reescrever essa coisa de maternidade de acordo com nossa personalidade. Se nós alimentamos ela, mudamos ela, amamos ela e nós ganhamos.

Sydney nasceu no meio do inverno em Budapeste – Hungria. Muitas pessoas próximas nos pediram para voltar para a América do Norte para tê-la onde ela estaria mais ‘segura’. Nossa resposta foi: “Não, as mulher tem tido bebês em Budapeste há um tempo e eu posso fazer isso também!”. Eu poderia escrever um artigo inteiro somente sobre a experiência do hospital. (Em um outro dia!). Bom, Sydney nasceu via cesária (novamente, um outro post para um outro dia. Uma história super engraçada) e eu estava absolutamente transbordando!

Eu amei esse pequeno e minúsculo ser humano com todo meu coração. Eu me lembro de segurá-la no colo e olhar no fundo dos seus olhos, jorrando afeições por essa doce e pequena bebê, como um hidrante de incêndio. Aquele foi meu primeiro ato verdadeiro de amor altruísta. Minha criança era completamente dependente. Eu fiz todo trabalho e ela somente dormia e comia, mas eu amava ela! Eu não estava pensando: “Quando você vai tirar seu peso daqui e dar alguma contribuição para sua família e sociedade – totalmente sanguessuga!” Deus me deu um amor sobrenatural e eu estava presa. Estranhamente eu me lembro de segurá-la e dizer para mim mesma: “Minha mãe me ama porque não há uma forma desse amor ir embora.” Eu dei um passo para perto da minha própria mãe no meu coração ao amar minha própria filha.

Eu amo o fato de que Deus nos criou para sermos comunidade e agrupados. E meu agrupamento era minha família. Eu comecei a ver espelhos do amor de Deus em todo lugar através da paternidade. Sacrifício não se parecia com sacrifício. Eu estava encontrando alegria no desacelerar da minha vida. Eu comecei uma parceria com Deus de uma nova forma que foi absolutamente inesperada.

Eu comecei a ver valor em minha função como mãe. O peso de disciplinar um ser eterno era intenso para mim. Eu descobri minha fraqueza como um pouco mais de um problema do que eu originalmente tinha visto antes. Eu descobri que eu era egoísta antes de tudo. Minha falta de paciência era evidente agora, mas não é por isso que todos nós oramos? Nós oramos: “Deus abra meus olhos para perceber áreas de resistência contra você.” Eu estava aprendendo a morrer no meio de tremenda alegria e amor transbordante. Maternidade se tornou minha forma de piedade. E eu ainda estou nesta jornada. Aquela doce criança está agora a poucos meses de 20 anos.

Eu ainda tenho sonhos para fora de casa. Eu tenho 43 e acredito que os melhores dias estão por vir. Agora eu sou uma mãe e ainda sou aquela que ama Jesus e minha identidade primária está nele. Estou feliz pelo privilégio de ser uma mãe. Sou grata de que meu passo primário para santificação tem sido firmado enquanto discípulo meus filhos.

Hoje, quando os dias se aproximam do dia das mães, estou grata. Sou grata que Deus ainda me vê. A menina de 16 anos que deu sua vida para Jesus e para nunca voltar atrás agora é mãe. Meus dias estão em suas mãos e o tapete da minha vida parece diferente de como imaginei que seria, mas a Sua liderança é perfeita.

Então, mães que estão por aí, apenas saibam que Deus vê vocês. Nas palavras de sabedoria do autor Bob Sorge: “Deus não escreve histórias curtas.” A história da sua vida é escrita por Deus.

Jennifer Roberts

Jennifer Roberts é membro-fundadora da International House of Prayer (IHOP-KC) desde os anos noventa, onde serviu por quase 15 anos depois de ter sido missionária pela Jocum desde a sua juventude. A partir de sua peculiar história de vida, tornou-se uma apaixonante comunicadora da mensagem do amor de Deus, das verdades que transformam vidas e do valor da mulher.

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