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O lado mais leve de ser mãe

Meus filhos são uma excelente fonte de entretenimento, assim como os seus também são. Meus filhos me quebram! Muitas vezes eu pensei em frases que temos que dizer como mãe. Nós poderíamos todas até escrever um livro sobre frases isoladas, por exemplo “pedacinhos de frases loucas”!

Eu amo essa: “Não lambe aquilo!” Em qual ponto uma criança percebe que nem tudo tem um sabor? Até então, parece que na mente da criança “é a terra de Dairy Queen” – tudo precisa ser lambido.

Agora que os meus filhos estão um pouco mais velhos, nós estamos fora da época de provar tudo, mas eu continuo amando ver mães lidando com essa ideia com suas crianças. Eu vi uma criança lambendo o aviso amarelo “escorregadio quando molhado” que estava na cafeteria outro dia. Bom, agora o aviso está molhado.

Na mesma linha a frase “Não coloque isso na sua boca!” junto de “isso NÃO é chocolate!” nunca é antigo pra mim.

Sydney tinha um pouco mais de um ano e nós estávamos na Sérvia por 6 semanas após a guerra em Iugoslávia. Nós estávamos ficando com um time em uma pequena casa. Não havia lixo público sendo coletado, justamente por causa de todo sistema na nação, que permanecia parado por causa da guerra que tinha acabado de terminar.

Por causa disso, as pessoas criaram um canto em seus jardins como um aterro de lixo pessoal. Como você pode imaginar, aumentou o mau cheio e também bichos.

Sydney estava brincando no jardim e eu pude ver que ela tinha encontrado algo com o qual ela estava fascinada. Eu fui correndo até ela a tempo de poder gritar “Não! Pare! Não na sua boca!” Ela havia descobrido a maior barata que eu já tinha visto e ela a segurava a ponto de poder dar uma mordida! Loucura!

Felizmente ela ouviu e não colocou na boca, mas aquela criança não tinha nenhuma intenção de deixar a barata de lado. Eu tive que chacoalhar sua mão e deixar seus dedos abertos para poder soltar aquele bicho sujo. Era enorme! Eu deveria ter pisado nele mas eu não queria me arriscar a torcer o tornozelo.

Bons amigos meus, que eram missionários conosco em Budapeste, tinham uma filha pequena de 3 aninhos. A mãe estava explicando para sua filha o conceito de Jesus viver em nosso coração. Então, ela perguntou para sua filhinha se ela gostaria de ter Jesus vindo e vivendo em seu coração, quando a pequena menina ficou horrorizada e começou a orar: “Jesus, por favor, não venha viver no meu coração!” A menininha, que estava quase chorando, pensava literalmente sobre ter um adulto do tamanho de um homem se arrastando até seu coração e ela realmente não queria que aquilo acontecesse!

Meus filhos sempre foram dolorosamente honestos sobre meu corpo. Eu me lembro de um dia quando minha filha Chloe tinha provavelmente 3 aninhos, me viu trocar de roupa e curiosamente perguntou: “Mãe, como você tem um bumbum grande, gordo e FOFO!” pelo que eu disse: “Chloe!” e ela respondeu “Ah, desculpe, eu quis dizer traseiro”. Como se o assunto real fosse a palavra bumbum e não sobre o adjetivo FOFO que descrevia minha parte traseira. Nunca houve um tempo em que uma mulher gostasse de ouvir o adjetivo FOFO, sendo usado para descrever alguma parte de seu corpo, muito menos seu traseiro! Essa mesma criança preciosa me disse, logo após ter um novo irmãozinho, que “minha barriga parecia tipo uma zebra”. Legal!

Uma noite Dwayne e eu estávamos no andar de baixo, todo mundo estava dormindo e nós jejuando. Nós estávamos com fome e cheios de vontades por comida. Dwayne disse: “Nossa, eu poderia ir para um grande e velho Burguer suculento agora.” Quando de repente, no meio do escuro, nós ouvimos nosso filho dizer “eu estou com você pai”.

As crianças nos mantém em contato com nossa humanidade! Há tempos em que saímos no fim de semana para palestras e eu me senti como uma realeza por causa da forma que eu fui tratada. Há uma sala verde que está quieta e cheia de lanches amigáveis, vezes em que eu nem estava podendo carregá-los na minha bolsa. Em tempos como esse, você pode começar a pensar que você é tudo aquilo…Mas então, você volta pra casa!

Em casa não há sala verde e de repente eu estou em um impulso para o mundano com um choque de realidade quando eu sou acordada antes da hora, com o som de um grito doloroso “MÃE! O que tem para o café da manhã?”

A sala verde foi legal…Mas é bom para minha alma estar em casa!

Jennifer Roberts

Jennifer Roberts é membro-fundadora da International House of Prayer (IHOP-KC) desde os anos noventa, onde serviu por quase 15 anos depois de ter sido missionária pela Jocum desde a sua juventude. A partir de sua peculiar história de vida, tornou-se uma apaixonante comunicadora da mensagem do amor de Deus, das verdades que transformam vidas e do valor da mulher.

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